segunda-feira, 5 de novembro de 2018

Fim do abono salarial nos planos de Paulo Guedes


A afinidade com a equipe de Temer é tanta que já defendem diretrizes para o governo Bolsonaro. Uma das medidas que a equipe de Temer propõe é restringir ou até acabar com o chamado abono salarial, benefício concedido aos mais pobres que ganham até dois salários mínimos.
Temer tentou acabar com o abano, mas a proposta com forte rejeição popular não foi a frente diante do custo político que representava às vésperas da eleição. A equipe de Guedes-Bolsonaro já defendeu publicamente mudanças no benefício.
Apesar das tratativas de transição só iniciaram estarem marcadas somente para a próxima semana, as conversas informais já estão em curso e Bolsonaro já disse em entrevista que vai encaminha ao Congresso um "pacotão" de medidas logo no início do mandato.
Além de medidas consideradas mais estruturais, a equipe econômica avalia que os assessores de Bolsonaro devem pedir apoio ao Congresso para a aprovação da medida que adia o reajuste do salário dos servidores para 2020 (mais informações nesta página). O texto precisa ser aprovado até 8 de fevereiro do ano que vem, mas na prática o ideal seria votar a MP ainda este ano.
Do Portal Vermelho, com informações de agências

'Queremos saber quem financiou as notícias falsas na eleição', cobra Manuela


De acordo com pesquisa IDEIA Big Data/Avaaz, 83,7% dos eleitores de Jair Bolsonaro (PSL) acreditaram na informação de que Fernando Haddad (PT) distribuiu o chamado kit gay para crianças em escolas quando era ministro da Educação. No último dia 15, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) confirmou que a informação era um fake news e proibiu Bolsonaro de acusar seu adversário no segundo turno de distribuir material que, segundo ele, estimulava a pedofilia.
"Para vocês verem o impacto das fake news nesta eleição: notícias falsas, impulsionadas a partir de um financiamento duvidoso, com o objetivo de confundir a população. Queremos saber: quem financiou a rede de notícias falsas que circulou na eleição?", questionou a parlamentar em sua página no Twitter.

sexta-feira, 2 de novembro de 2018

Moro: uma Justiça com dois pesos, duas medidas


Pode-se afirmar que esse simbolismo passou ao largo da trajetória de Sérgio Moro na magistratura, que num salto meteórico passou de juiz de primeira instância a ministro da Justiça do futuro governo do presidente eleito, Jair Bolsonaro. Moro do Ministério da Justiça poderá ir para o STF, como admitiu o próprio Bolsonaro.

A escultura do STF, a corte máxima do país, retrata uma Têmis sentada, a deusa-guardiã dos juramentos dos homens e da lei da mitologia grega. No caso de uma República democrática, isso quer dizer que a magistratura deve ter como conduta a máxima maior do direito de que todos são iguais perante a lei, que deve ser rigorosamente aplicada com imparcialidade. São conhecidos, contudo, conforme a opinião de eminentes juristas brasileiros e mesmo do exterior, de casos de violação desse princípio por Sérgio Moro, especialmente na tramitação dos processos contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

segunda-feira, 29 de outubro de 2018

PRIMEIRO DISCURSO DE BOLSONARO COMO PRESIDENTE CHOCA JORNALISTAS PELA PRECARIEDADE


Segundo jornalistas que mantém colunas na grande imprensa, o primeiro discurso de Jair Bolsonaro foi desanimador e que parece que ele continuará em campanha mesmo depois de eleito. Josias de Souza diz: "eu diria que não foi um pronunciamento animador. Começa por contestar a mídia, em vez de fazer uma entrevista coletiva, formal, reunir jornalistas e tal, ele faz uma live pela Internet, quer dizer, parece que ainda está em campanha".
A reportagem do portal UOL destaca as impressões de diversos colunistas. Josias de Souza continua sua análise, destacando a confusão que Bolsonaro faz com a religião: "em segundo lugar, presidente de um Estado laico, fala de bíblia, de religião, no momento em que ele devia falar para toda a sociedade brasileira e expor os seus planos. Terceiro lugar, não ouvi uma vez a palavra pacificação, conciliação. Ao contrário, contra o socialismo, essa esquerda, quer dizer, o mesmo discurso da campanha. Então, realmente parece que Jair Bolsonaro não ganhou a eleição, ele continua em campanha. É inacreditável esse discurso que a gente acabou de ouvir."
Leonardo Sakamoto, segue na mesma linha, dizendo-se assombrado com a precariedade do discurso de um presidente "é inacreditável! Esse discurso é uma tragédia! Neste momento em que ele tinha tudo para tentar caminhar na direção de uma conciliação, de buscar um discurso, por mais difícil que seja, por conta de tudo que ele falou até agora, mas de colocar acenos aqui e ali, 'vou conversar com a oposição, vou conversar com a sociedade, peço para que todo mundo, neste momento, desarme-se, por favor, respeite o seu colega, respeite a decisão'."
Cláudio Couto, cientista político, diz que Bolsonaro manteve o tom de confrontação mesmo eleito: "continua o discurso bélico, em todos os sentidos, e de uma guerra-santa, e é o mesmo discurso que ele fazia antes. Aquela história de ?laranjeira não dá banana?, ficou claro aqui. Você não pode esperar muito outro resultado de um político que construiu toda a sua trajetória com base na confrontação."
E o filósofo Vladimir Safatle vai direto ao ponto: "catastrófico, como todo o mundo pensou. Eu diria que, bem, esse é o sr. Jair Bolsonaro. Ele deixa muito claramente que não haverá essa ideia de que ele vai moderar um pouco sua posição por estar herdando um país completamente dividido, um nível de acirramento nunca antes visto, uma eleição que deixa como saldo três mortos até agora por questões políticas triviais, no sentido de não foi um atentado político, nada parecido."

segunda-feira, 15 de outubro de 2018

Os trabalhadores e o segundo turno das eleições

Por Nivaldo Santana* Carol Caminha
No próximo dia 28 de outubro será realizado o segundo turno das eleições para presidente da República e para governadores em treze estados e no Distrito Federal. Na eleição presidencial, 147,3 milhões de eleitores estão aptos para definir quem vai conduzir o país nos próximos quatro anos. A disputa se dará entre dois projetos distintos, um representado pelo candidato do PSL, Jair Bolsonaro, e outro pela coligação liderada pelo PT/PCdoB, Fernando Haddad e sua vice-presidenta, Manuela D’Ávila.

Diante desta batalha decisiva para o futuro do Brasil e dos trabalhadores, a quase totalidade do movimento sindical brasileiro decidiu apoiar a candidatura de Fernando Haddad. Essa decisão foi divulgada no dia 10 de outubro passado, nos marcos de um Encontro da chapa Haddad/Manu com lideranças das sete principais centrais sindicais (CUT, UGT, CTB, Força Sindical, NCST, SSB e Intersindical).

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