No dia 17 de novembro (sexta-feira), a partir das 21h, a Casa Rosa será tomada pelo encontro músico-performance Cabokaji, que reúne os cantores, compositores e pesquisadores da arte Caboclo de Cobre, ISSA, Ejigbo e Mayale Pitanga. Movido pela necessidade de pautar a herança dos povos originários com um olhar de reparação social, patrimonial, histórica e ambiental, o grupo faz música calcada em ritmos eletrônicos e um discurso baseado no “sorriso como ferramenta política e dança como processo de cura”. A sonoridade resultante exalta as belezas afro-indígenas e é inspirada no universo do candomblé caboclo, dance hall, piseiro ou pisadinha, groove arrastado, guitarradas, funk, brega funk, côco, rock, adornados com timbres de ritmos de manifestações nordestinas como o baião, maracatu, toré e rojão. Uma grande mistura que enfoca também na cultura soteropolitana e no diálogo com as tecnologias eletrônicas a partir de referências contemporâneas, muitas delas nascidas nas periferias dos grandes centros urbanos. Com pesquisa poético-musical focada no corpo em suingue, o Cabokaji, surgido em Salvador em 2019, faz referência à figura do caboclo, presente nos ritos de tambor de mina, umbanda, vale do amanhecer, e principalmente nos cultos de candomblé de caboclo em terreiros da nação Bantu. Desta forma, a banda representa a união das potências de quem acredita na mensagem em um som que conversa com a rua, fala “de nós pra nós” e apresenta a história e trajetória do povo afro-brasileiro e ameríndio mais adiante no tempo, rumo ao futuro. Ainda em seu ano de criação, o Cabokaji foi um dos selecionados pelo programa Natura Musical para a gravação do seu primeiro disco, desenvolvimento de álbum-documentário e implantação de canais de comunicação comunitários em aldeias em Pernambuco e Alagoas. Com o single “Chegança” (2020), foi ganhador da categoria “Melhor Arranjo para Música com Letra” do 18º Festival de Música da Educadora FM. O álbum de estreia, “Cabokaji”, chegou ao público em 2021.

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