Governo repudia ataques e ofensas de senadores a Marina Silva

A chefe da pasta do Meio Ambiente defendeu a política ambiental do Governo Federal e assinalou que a redução do desmatamento na Amazônia e demais biomas brasileiros tem relação direta com a conquista de mais de 300 novos mercados no mundo para o agronegócio brasileiro. Marina foi criticada por alguns senadores por se posicionar contrariamente ao projeto de lei que flexibiliza o licenciamento ambiental, aprovado na semana passada. E ressaltou ser defensora da criação de um novo fundo de florestas tropicais para remunerar os proprietários que preservam áreas florestais.
Entretanto, as temperatura da discussão aumentou e a ministra se retirou da comissão. Em um momento, o senador Marcos Rogério (PL-RO) ordenou à ministra “ponha-se no seu lugar”. Minutos depois, o senador Plínio Valério (PSDB-AM) declarou que como ministra ela não merecia respeito. Marina exigiu um pedido de desculpas e retirou-se após negativa do parlamentar.
Após mais uma agressão do senador Plínio Valério, lhe dei a opção de pedir desculpas, mas ele se negou. Por isso me retirei da sessão. Não posso aceitar ser agredida e não posso me calar quando atribuem a mim responsabilidades que não são minhas. A audiência pública foi transmitida ao vivo e tudo o que ocorreu lá pode ser conferido na íntegra pelo canal do Youtube da TV Senado: youtube.com/tvsenado", postou a ministra.
Solidariedade
A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, divulgou nota em que manifesta "total solidariedade do governo do presidente Lula:
Inadmissível o comportamento do presidente da Comissão de Infraestrutura do Senado, Marcos Rogério, e do senador Plínio Valério, na audiência de hoje com a ministra @marinasilvaoficial. Totalmente ofensivos e desrespeitosos com a ministra, a mulher e a cidadã. Manifestamos repúdio aos agressores e total solidariedade do governo do presidente Lula à ministra Marina Silva", afirmou Gleisi.
A ministra da Gestão e Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, também postou em sua rede:

Em nota, o Ministério das Mulheres se posicionou em repúdio ao ocorrido. “Um completo absurdo o que aconteceu nesta manhã com a ministra Marina Silva na Comissão de Infraestrutura do Senado. Ela foi desrespeitada e agredida como mulher e como ministra por diversos parlamentares - em março, um deles já havia inclusive incitado a violência contra ela”, pontuou a ministra das Mulheres, Márcia Lopes em nota. É um episódio muito grave e lamentável, além de misógino. Toda a minha solidariedade e apoio à Marina Silva, liderança política respeitada e uma referência em todo o mundo na pauta do meio ambiente. É preciso que haja retratação do que foi dito naquele espaço e que haja responsabilização para que isso não se repita”, completou a ministra. A primeira-dama Janja Lula Silva reforçou que Marina "implantou políticas que contribuíram significativamente para o combate ao desmatamento em nosso país, e seu dedicado trabalho torna o Brasil cada vez mais referência nas ações de combate às mudanças climáticas". Sua bravura nos inspira e sua trajetória nos orgulha imensamente. Uma mulher reconhecida mundialmente por sua atuação com relação à preservação ambiental jamais se curvará à um bando de misóginos que não têm a decência de encarar uma Ministra da sua grandeza"
A ministra Anielle Franco, da Igualdade Racial, também se manifestou: "Como mulher negra, como ministra, como companheira de esplanada, sinto profundamente cada gesto de desrespeito como se fosse comigo. Porque é com todas nós. A violência política de gênero e raça tenta nos calar todos os dias, mas seguimos em pé, de mãos dadas, reafirmando que não seremos interrompidas. Toda minha solidariedade, Marina. Seguimos juntas".
Ministro Jorge Messias, da Advocacia-Geral da União:

Ministro da Fazenda, Fernando Haddad:

Agência Gov
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